Um Poema Chamado Brasil
Em 2003, a Fiat Automóveis promoveu um concurso também voltado para os alunos das escolas de ensino fundamental e médio de todo o país. Desta vez, os estudantes foram convidados a traduzir o que pensam sobre o Brasil em contos, crônicas ou poemas, em um livre exercício de criatividade literária.
Os resultados foram surpreendentes: 132.380 trabalhos inscritos. Destes, 62 foram selecionados para integrar o livro Um Poema Chamado Brasil. Participaram do concurso 5.088 professores de 3.510 escolas diferentes.
Como ferramenta de motivação dos alunos durante a realização do concurso, foram realizados 279 saraus literários e 234 bate-papos com escritores, envolvendo mais de 23 mil alunos e professores em todos os Estados.
Nos saraus, além de resgatar um antigo hábito da vida cultural e social das famílias brasileiras, os alunos tiveram a oportunidade de compartilhar seus textos com os pais e a comunidade e expressar seus pontos de vista de forma atuante e criativa.
Os bate-papos com escritores levaram aos estudantes grandes expressões da nossa literatura, como Ruth Rocha, Letícia Wierzschowski e Moacyr Scliar; representantes da intelectualidade nacional, como o então ministro da Educação, Cristovam Buarque; além dos voluntários de uma rede de colaboradores integrada por escritores locais de cada canto do Brasil.
Como ressalta Gilberto Dimenstein, autor do prefácio do livro, “tudo poderia se resumir num prosaico concurso de redações sem maiores conseqüências, esgotado apenas num pedaço de papel enviado, com algumas linhas, pelo correio”, mas o que ocorreu na verdade foi uma mudança na estrutura da sala de aula: “na emoção da descoberta da leitura e da escrita criou-se um laboratório de linguagem”.
Para dar ao concurso esse perfil de um ambicioso projeto cultural e didático-pedagógico, com repercussão em toda a comunidade, a Fiat criou todo um aparato técnico e um programa de atividades preparatórias.